Recentemente o jornal “Estado de Minas”, no seu caderno literário Pensar, elegeu o que seriam, na opinião de alguns convidados, os mais importantes livros publicados entre 1990 e 2005. A eleição se restringiu às narrativas inéditas em prosa: romances, contos, crônicas, novelas. Como toda lista, ela é excludente, mas apesar disso não deixa de ser representativa. Com base nela, surge a pergunta: vale realmente a pena ler a literatura contemporânea? Gostaria de saber a opinião de vocês e depois postarei minha própria opinião sobre as escolhas. Eis abaixo a lista:

1 – Dois irmãos – Milton Hatoum

2 – Nove noites – Bernardo Carvalho

3 – O vôo da madrugada – Sérgio Sant’Anna

4 – Eles eram muitos cavalos – Luiz Ruffato

5 – Quase memória: quase-romance – Carlos Heitor Cony

6 – Cidade de Deus – Paulo Lins

8 – Menina a caminho – Raduan Nassar

9 – Barco a seco – Rubens Figueiredo

10 – A céu aberto – João Gilberto Noll

11 – Pico na veia – Dalton Trevisan

12 – Aqueles cães malditos de Arquelau – Isaías Pessotti

























Oi, Leandro. Dos livros relacionados eu li “Budapeste”, Aqueles Cães Malditos de Arquelau”, “Nove Noites” “Barco a Seco” e “Quase Memória”
Os que não li, ou foi por falta de grana (caso de “Dois Irmãos” e “O Vôo da Madrugada”) ou desinteresse mesmo.
A sua pergunta foi: vale a pena ler? Respondo que sim, vale. Todos foram bons livros. Mas nenhum, nenhum mesmo posso considerar marcante, merecedor de releitura. Alguns achei até mesmo superestimados.
Enfim, a literatura contemporânea brasileira a meu ver é interessante, e não mais do que isso.
Um abraço.
Minha INGUINORANÇA não me permite falar sobre o assunto.
O livro do Pessotti é muito bom.
É verdade, é um bom livro. E não só esse, mas também “O Manuscrito de Mediavilla” é acima da média.
Li 10 dos 15 livros mencionados (Dois irmãos; Nove noites; O vôo da madrugada; Eles eram muitos cavalos
Quase memória: quase-romance; Budapeste; Menina a caminho; Barco a seco; A cabeça; e O monstro). Apesar de os livros serem bons, excetuando o péssimo A Cabeça, de Luiz Vilela, e a presença de um livro menor de Raduan Nassar (porém o conto que dá nome ao livro é excelente), quantos poderão ser qualificados como obras-primas? Ademais, causa estranheza que 9 dos 10 melhores foram publicados pela Cia das Letras. Justiça ao trabalho da Editora ou desconhecimento dos críticos. Concordo que a Editora seja uma das melhores do país, talvez a melhor, mas será que tem esse peso?