Os editores do World Literature Today elegeram os 40 mais importantes livros de 1927 até hoje. A lista procura apresentar a opinião não apenas dos acadêmicos, mas também do público, de modo que livros como Finnegan’s Wake não entraram. Embora excludente, como qualquer lista, serve para saber como andam nossas leituras. Eu, por exemplo, que achava ter lido um bom número de livros, só li 10 da lista.
1927 – Ao Farol – Virginia Woolf
1928 – Romanceiro Gitano – Federico García Lorca
1928 – The Tower – William Butler Yeats
1929 – O Som e a Fúria – William Faulkner
1931 – The Turning Point (I strofí) – Giorgios Seferiades
1933-47 – Residence on Earth (Residencia en la tierra) – Pablo Neruda
1934-35 – Gente Independente – Halldór Laxness
1935-40 – Requiem (Rekviem) – Anna Akhmatova
1941 – Mãe coragem e seus filhos – Bertolt Brecht
1942 – O Estrangeiro – Albert Camus
1943 – The Four Quartets – T. S. Eliot
1944 – Ficções – Jorge Luis Borges
1945 – “The Day Before Yesterday” (‘Tmol shilshom) – S. Y. Agnon
1948 – O País das Neves – Yasunari Kawabata
1950 – The Labyrinth of Solitude (El laberinto de la soledad) – Octavio Paz
1952 – Waiting for Godot (En attendant Godot) – Samuel Beckett
1952 – Homem Invisível – Ralph Ellison
1952 – O Velho e o Mar – Ernest Hemingway
1952 – In Country Sleep – Dylan Thomas
1953 – The Lost Steps (Los pasos perdidos) – Alejo Carpentier
1956 – Grande sertão: veredas – João Guimarães Rosa
1956-57 – The Cairo Trilogy (Al-Thulathiyya) – Naguib Mahfouz
1957 – Voss – Patrick White
1958 – Things Fall Apart – Chinua Achebe
1958 – The Guide – R. K. Narayan
1959 – O Tambor – Günter Grass
1961 – Uma Casa para o Sr. Biswas – V. S. Naipaul
1961 – Livro do Desassossego – Fernando Pessoa
1962 – The Golden Notebook – Doris Lessing
1962 – Fogo Pálido – Vladimir Nabokov
1962 – A Praça do Diamante – Mercé Rodoreda
1962 – One Day in the Life of Ivan Denisovich (Odin den’ Ivana Denisovicha) – Aleksandr Solzhenitsyn
1964 – Uma Questão Pessoal – Kenzaburo Oe
1966 – Collected Shorter Poems 1927-1957 – W. H. Auden, England
1967 – Cem Anos de Solidão – Gabriel García Márquez
1968 – House Made of Dawn – N. Scott Momaday
1972 – As Cidades Invisíveis – Italo Calvino
1974 – The Conservationist – Nadine Gordimer
1978 – Bells in Winter – Czeslaw Milosz
1987 – Red Sorghum (Hung kao liang) – Mo Yan





















Wow. Lots of links.
I wish I understood this better.
Li 7… E outros 7 estão na minha lista mais imediata de leitura…
O livro do Kenzaburo Oe não é lá essas coisas…
E engraçado, aparecer Guimarães Rosa numa lista não-brasileira, embora eu tenha ouvido falar que o tradutor alemão de Guimarães Rosa seja genial.
Ah, quando entra no blog tá pedindo “nome de usuário e senha” para http://i.s8.com.br umas 20 vezes…
tem que clicar em cancelar umas 20 vezes antes de navegar no blog
Estranho (e irritante).
Porra, só li 3 apesar de outros me espiarem da estante…
Pelo visto era coisa do submarino, esse negócio de senha, e já passou.
Li 10 e parte de um 11…
O mais engraçado Claire e que existe um bom número de livros os quais eu nunca ouvi falar. Alguns, que já vi circular em diversas listas de melhores, não conheço tradução para o português.
Persegonha, eu sei como é isso. Agora estou na época das vacas magras e, portanto, estou aproveitando para desencalhar minha estante.
Breno, o livro do Guimarães Rosa apareceu em outra lista (que não me recordo bem agora que fez) dos 100 melhores livros de todos os tempos. Isso apesar de afirmarem que a tradução para o inglês não ser lá grandes coisas. Quanto aos links, não vi nada de diferente, se voltar a aparecer você me manda um mail com o print screen da mensagem?
Li 7 e concordo que o livro do Oe não é isso tudo.
Da minha lista pessoal de melhores encontrei 3: Grande Sertão, Cem Anos de Solidão e Ficções. É aquela história, fizeram uma lista em que não se repetem autores e no entanto alguns deles a meu ver deveriam ter ao menos mais 1 livro mencionado, como “O Aleph”, do Borges, “Lolita”, do Nabokov, e “O Amor Nos Tempos do Cólera”, do Garcia-Marquez.
Mas lista é isso mesmo, sempre gera discussão…
Apesar do que dizem de “Lolita” Cláudio, “Fogo Pálido” é a grande obra-prima do homem. Assim, agradou-me a escolha que fizeram.
leandro,
leio seu blog todos os dias, fico numa ansiedade quando nao vejo algo novo publicado, se vc pudesse viver só do blog acho que muitos de nos sairiamos ganhando.
quero te dizer que tenho acreditado nas suas indicacoes e ja tenho lido varios deles, pena que muitos livros ainda sao muito caros.
É Angelo, quem dera pudesse
Ia ser uma alegria pra mim também. Conforme vocês já devem ter notado, meu trabalho tem tomado boa parte do meu tempo ultimamente.
Quanto ao valor dos livros, o fato é que são poucos os que podem colocá-los no orçamento mensal, apesar de não achá-los assim tão caros.
52 e 62 foram anos bons…
Posso dizer que li oito. Aliás, ler mesmo, de verdade… A conta cai um pouquinho.
Listas são listas, enquanto listas, são apenas listas.
Li três, mas deveria ter alguma coisa de Sartre nesta lista, não é? Outra pergunta: por que de 1927 até agora? Será que queriam excluir algum bom de 1926?
Listinha boa para quando a gente não sabe que livro levar para uma viagem e chega à livraria perdida, olhando para aquele monte de best-sellers escandalosamente arrumados na entrada. Às vezes nada nos apetece.
Virei sua fã, menino !