“Daniel Galera não retira os pontos e parágrafos do seu texto e também não começa frases com letras minúsculas, todos ingredientes vistos ultimamente como “inovações formais” de resultado bastante duvidoso.”
André Luis Mansur, no caderno Prosa e Verso do jornal “O Globo” (leia aqui) sobre o novo livro do Galera.
“Parágrafos que começam sem a primeira letra maiúscula, paredes de texto inteiras sem qualquer pontuação, frases emendadas umas às outras, enfim, textos que dão uma impressão de que o autor está resmungando do outro lado: “O texto é meu e faço dele o que eu quero”.”
Texto que escrevi no ano passado (clique aqui para lê-lo), criticando esta mania terrível da modernidade de violar a linguagem sem nenhum objetivo. Parece que não sou apenas eu que vejo isso. Que bom.
Aliás, eu quero o novo livro do Galera.





















Oi, Leandro.
Assim como você, também gostei da resenha do Mansur. E fiquei com muita vontade de ler o “Mãos de Cavalo”. Como acompanho diariamente o seu blog e o do Polzonoff (além do da Claire), sei que vocês já criticaram esses tolos artifícios daqueles escritores ditos “muderninhos”. Para mim, na esmagadora maioria dos casos, essas adolescentes brincadeiras com a forma do texto, ao contrário da ousadia prentendida, tenta camuflar uma profunda pobreza de conteúdo. Hoje, para ser “muderno” tem-se que rechear cada página com escatologia, violência e muitos, muitos palavrões. Parece fácil, mas difícil mesmo é contar uma boa história com início, meio e fim. Juntar letras, quase todos conseguem. Escrever é que são elas.
De fato…a violação impera por todos os lados. Mas não é essa a onda? Subverter?
Abraço e boa semana
Não perca, Leandro. Eu gostei bastante.