Somente num país que acha que Joyce influenciou “decisivamente o desenvolvimento da ‘corrente de consciência’”, que diz que “o mundo moderno transformou-se no que o escritor peruano Mário Vargas Llosa chama de ‘sociedade do espetáculo’” e que acha que Philip K. Dick é “o autor de Blade Runner”, é que um romance como “Um Defeito de Cor” não consta da lista de melhores do ano, livro ganhador do prêmio Casa de las Américas 2007. Mas Luís Fernando Veríssimo e seu fraquíssimo papagaio não pode faltar, claro.
Uma Vergonha!
Escrito por Leandro Oliveira em 19/06/07 |
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Tenho medo de tudo o que sai na mainstream media brasileira. É deprimente. Mas sou um pouco mórbido, e acabo lendo uma coisa ou outra de vez em quando…
Leandro, você já leu “O Opositor”, do LFV? Céus, como é mal escrito! Se ele não citasse “o pai” em todas as entrevistas já seria uma homenagem ao velho… Mas parece querer se vender nas costas de Érico…
Lembremos de “Mensagem”, de Pessoa, que recebeu um prêmio de segunda categoria. Ao que consta o ganhador do primeiro lugar só é lembrado devido a Pessoa. E fato semelhante não ocorreu com “Sagarana”, do Rosa? Creio que LFV não terá um tratamento benevolente por parte da posteridade, uma vez que há muito tempo não trata benevolentemente a palavra, praticando uma literatura duvidosa, pertencente antes ao mercado do que à arte. Shakespeare sempre melhorava maravilhosamente as fontes de que se valia para escrever grande parte de sua produção teatral, ao contrário de Verissimo, que fracassou completamente em sua releitura de “Twelfth Night”.
Amigo Leandro.
(Então há um homônimo teu em Minas Gerais. Também blogueiro. Sem problemas.)
“Corrente de Consciência”… sem comentários. Meu conterrâneo LFV tem entrado nestas listas por pura inércia. Scliar e Assis Brasil também. Vão perder por inércia. E por que a orginalidade de um Fernando Monteiro, assim como de “Um Defeito”, não cabem no Jabuti?
Abraço.
Sabem, não tenho nada contra o Veríssimo. Gosto de seu senso de humor, contos e crônicas. No entanto, num ano com tantos bons romances, colocar o dele, que não é nada mais que um romance fraco, é uma afronta a inteligência de qualquer leitor. Tenho comigo que ele, o Scliar, o Fonseca, se publicarem um romance que só possui a capa, vão ser indicados ao prêmio. Ouvi gente comentando que o livro da Ana não foi indicado por ser um livro com muitas páginas. Aí eu penso: se até os críticos desse país estão com preguiça de ler, então a coisa tá muito mais feia do que parecia.