Sobre este post uma pergunta: e quando você está cansado de tudo aquilo que já disseram? Quer dizer, falta ler um monte de clássicos que não leremos em uma vida, mas em alguns casos já falaram tanto de um determinado livro que é impossível não nos contaminarmos com um olhar direcionado. “Eis o clássico” pensamos. E parece quase uma solenidade, parece que soaram os clarins. Isso não cansa às vezes?
UPDATE
O Paulo Polzonoff dá sua resposta aqui.





















O negócio é dizer também “eis o crássico”.
Tenho comprado livros que gosto em sebos – alguns clássicos, outros não, outros clássicos mas não no Brasil. A gente tem que aprender de que tipo de livro a gente gosta, não procurar os mais populares. Afinal, as pessoas mais populares freqüentemente são as mais intragáveis…
simone, concordo com você em nome número e turma. totalmente excelente o seu comentário.
Também acho, Leandro. Mas creio que aprendi a lidar um pouco melhor com os clássicos. Talvez por já ter virado os 40 e saber que não terei tempo de ler tudo, resolvi ser mais seletivo. Começo a ler. Se gostar ou houver a expectativa de gostar mais à frente, continuo. Caso contrário, um abraço.
Até hoje não consigo entender porque me forcei a ler “O Vermelho e o Negro” e “Anna Karenina” até o final, se os achei chatíssimos.
Ao mesmo tempo prometi a mim mesmo que preciso ao menos “conhecer” alguns clássicos – nem que seja para abandoná-los. Nás últimas semanas comprei alguns que não havia lido ainda. Gostei d’”A Volta do Parafuso” e estou achando excelente “Abasalão, Absalão”. Os próximos serão “Fogo Pálido” e “Fundador”, da Nélida.
Eu sei, sei, ninguém perguntou…
E ler o que, Daniel Galera?
eu poderia passar minha vida inteira lendo “Disgrace”, do Coetzee, e não teria tempo para enjoar.
Não li uma porção de clássicos, mas quando vou uma biblioteca me pergunto, que livros vou ler agora? Passo horas na frente das estantes e às vezes acabo escolhendo um para reler…
Bom Jonas, que tal Ricardo Piglia, por exemplo?