Segundo o Twitter da Flip 2009, o livro “Leite derramado”, de Chico Buarque, vendeu 70 mil cópias na 1ª impressão, 20 mil na 2ª impressão e a Companhia das Letras já prepara a 3ª impressão com mais 20 mil. Para o mercado brasileiro, isso quer dizer que o Chico Buarque é uma mina de ouro.
Por falar nisso, já conhecem o Twitter do Odisséia Literária?





















E eu me pergunto… Os outros três livros que constam na sua indicação são tão bons (se num forem melhores) quanto o Chico. Por que não vendem o mesmo tanto? Divulgação? Peso no nome? Não compartilham do senso comum midiático? Seus autores precisam tocar, cantar e compor?… coisa de brasileiro, que mesmo não sabendo bulhufas de nenhuma música inteira do homem, fazem questão de comprar seu livro para enfeitar a estante.
a propósito, ja leu o livro (leite derramado)?
abraço Leandro.
Li o livro e fiz um texto sobre minhas impressões: http://cultura.updateordie.com/literatura/2009/04/14/o-leite-derramado-de-chico-buarque/
Basicamente, além do talento literário (nada extraordinário, mas, “honesto”), há também que se considerar o grande investimento em marketing. Um exemplo disso:
Entre os váááários merchandisings na novela Caminho das Índias, um me chamou a atenção ontem. A personagem de Bruno Gagliasso, Tarso (foto), um pouco melhor de suas crises, está deitado na cama de seu quarto lendo. Quando sua irmã entra e pergunta o que ele está fazendo, a resposta é: “Lendo Leite Derramado (close no livro), o último livro do Chico Buarque, que conta a história da saga de uma família…”.
Nota da Thais Arruda lá no blog da Cultura.
Enfim, talento e alto investimento em publicidade = venda certa.
Infelizmente o mercado brasileiro tem desses problemas. Aliás, pelo que me lembro, é a primeira vez que figuram quatro lançamentos brasileiros muito bons na lista de recomendados.
Já li o livro do Chico e é muito bom, embora tenha algumas ressalvas. Vou tentar depois escrever sobre.
Interessante Kél, não sabia dessa inserção na novela.
Por falar em propaganda, a Companhia das Letras tem um canal no YouTube que exibe vídeos de autores lendo suas obras. A coisa é nova e muito interessante. Parece que as editoras estão cada vez mais antenadas com os recursos de propaganda que a web oferece.
Pelo nome, pelo marketing, pela história, e pelo modesto talento literário com as palavras, o Chico pode pensar em se mudar pra Bahia e vender cocadas por lá que vai dar certo.
Sem entrar na questão do talento literário, acho muito difícil concluir que literatura vende usando um livro escrito pelo Chico Buarque como exemplo. Uma coisa é certa: Chico Buarque vende. Outra questão, ainda sem entrar na questão do talento: tudo o que vende é bom?
Respondendo à Cristina: Não, definitivamente. Levando-se em conta que a grande maioria está nivelada pela mediocridade (e, aqui, aconselho a acepção mais positiva do termo), é de se supor que aquilo que se vende em grande escala corresponde exatamente às expectativas da massa consumidora. Como exemplo e sem qualquer intenção de se fazer comparações, veja-se a “literatura” de Paulo Coelho e seu mercado consumidor.
Às vezes um livro vende muito – mas, ao contrário de Paulo Coelho, muita gente compra (ou dá de presente) e não lê. Paulo Coelho, ao contrário, vende para um público leitor cativo. Quem compra realmente lê – e não enfia debaixo do braço/na prateleira da estante da sala sem ler.
Quando Chico lançou seu primeiro livro pela Companhia das Letras fiz uma pesquisa informal entre amigos e conhecidos (eu trabalhava em editora, e meu círculo de amizades/conhecidos/relacionamentos profissionais envolvia um público leitor, inclusive de Paulo Coelho) que tinham comprado o título – um ano depois, de 65 pessoas apenas três haviam lido o livro. Os outros foram deixando, deixando… e não leram. Mas compraram os outros lançamentos.
Eu mesma tenho o meu “Estorvo” à espera de uma segunda chance, porque comecei a ler e, confesso, detestei. Por outro lado, mantenho “Fazenda Modelo” (na verdade o primeiro livro de Chico) entre os livros que, volta e meia, releio trechos.
Leandro, fiquei absolutamente encantada com seu espaço. Está entre os meus favoritos – e já aviso que sou comentadora assídua e uma chata adoradora de livros.
Não me lembro em qual programa da TV Cultura eu vi que o livro do Laurentino Gomes, o 1808, tem vendido mais que o último sucesso da Ivete Sangalo, a artista que mais vende cds no Brasil…
Abraços,
Marconi
O Chico vende porque escreve bem. Arma as tramas e surpreende. O resto é necessário mas não é tudo. Eu po exemplo, já escrevi um livro e não consegui publicar e nem que conseguisse, mesmo com toda a midia do mundo não iria vender metade do que o Chico vende simplesmente porque não escrevo tão bem quanto ele.
Rudi Santos
Organizador de Bibliotecas particulares
11-98609191
Ahhhhh Chico Buarque não conta. Se ele vende 100 mil é por que existem 100 mil intelectuais, pseudo intelectuais e universitários pseudo intelectuais no Brasil.
O Chico vende porque é da patotinha porque seus livros são bem amadores.