“Eu não quero nada com o jornalismo. Não escrevo notícias. As notícias duram um dia. Eu quero escrever algo que se possa ler daqui a 30 anos, com o mesmo interesse.”
Gay Talese, um dos convidados para a FLIP 2009, numa bela entrevista para a Ípsilon. Seu novo livro, “Vida de Escritor”, já pode ser encontrado por aqui.
Acaba de sair a programação da Flip 2009. Estarei no evento postando informações sobre algumas mesas. A programação completa abaixo:
Quarta-feira, 01 de julho
19h
Conferência de Abertura
Davi Arrigucci Junior
21h30
Show de abertura
Quinta-feira, 02 de julho
10h
Mesa 1
Novos Traços
Fábio Moon, Gabriel Bá, Rafael Coutinho, Rafael Grampá, mediação de Joca Reiners Terron
11h45
Mesa 2
Separações
Domingos de Oliveira e Rodrigo Lacerda
15h
Mesa 3
Verdades inventadas
Arnaldo Bloch, Sérgio Rodrigues e Tatiana Salem Levy
17h
Mesa 4
China no divã
Ma Jian e Xinran:
19h
Mesa 5
Deus um delírio
Richard Dawkins
Sexta-feira, 03 de julho
10h
Mesa 6
Evocação de um poeta
Angélica Freitas, Heitor Ferraz e Eucanaã Ferraz
11h45
Mesa 7
A névoa da guerra
Atiq Rahimi e Bernardo Carvalho
15h
Mesa 8
Sentidos da transgressão
Edna O’Brien e Catherine Millet
17h
Mesa 9
O eu profundo e os outros eus
Cristovão Tezza e Mario Bellatin com mediação de Joca Reiners Terron
19h
Mesa 10
Seqüências brasileiras
Chico Buarque e Milton Hatoum
Sábado, 04 de julho
10h
Mesa 11
O dissonante século XX
Alex Ross
11h45
Mesa 12
Entre quatro paredes
Grégoire Bouillier e Sophie Calle
15h
Mesa 13
Segredos de família
Anne Enright e Tobias Wolff
17h
Mesa 14
Fama e anonimato
Gay Talese conversa com Mario Sergio Conti
19h
Mesa 15
Escrever é preciso
António Lobo Antunes
Domingo, 05 de julho
11h45
Mesa 16
O futuro da América
Simon Schama conversa com Lilia Moritz Schwarcz
15h
Mesa 17
Antologia Pessoal
Edson Nery da Fonseca e Zuenir Ventura
17h
Mesa 18
Livros de Cabeceira
“Pynchon é um dos mestres da prosa inglesa da segunda metade do século XX. A meu ver, sua principal contribuição à ficção de nosso tempo foi a incorporação e recriação poética da linguagem degradada da televisão, dos desenhos animados, das revistas em quadrinhos, dos chavões, do kitsch que nos cerca por todos os lados. Pynchon não tem medo do mau gosto, do excesso, da bobeira, da vulgaridade, que em sua ficção coexistem com erudição e sutileza.”
Para quem ainda não sabe o por quê de ler algum livro de Thomas Pynchon, eu diria que a síntese acima é perfeita. O trecho é parte da breve, mas excelente, entrevista de Paulo Henriques Britto, um dos melhores tradutores do país, ao também excelente blog “ângulo”, de Marco Polli. Faltou apenas dizer quando sai “Against the Day”. A entrevista completa pode ser lida aqui.