Mais uma. Agora do Saramago dizendo que foi salazarista.
“O episódio está descrito na página 131 da pequena autobiografia, que conta a infância e juventude de Saramago. Em 1936, quando começava a Guerra Civil Espanhola, ele, jovem estudante de uma escola industrial, leu nos jornais sobre o conflito, acompanhou o desenrolar dos combates e percebeu que estava sendo ludibriado pelos militares reformados que censuravam a imprensa. Essa foi a razão por que, mandado pelos colegas ao Liceu de Camões para apanhar sua farda verde e castanha da Mocidade Portuguesa, deu um jeito de ficar no fim da fila até que se esgotasse o estoque das malditos barretes e calções de Salazar.”
Matéria do jornal “O Estado de São Paulo”. Leia mais aqui. E uma entrevista com Saramago, no mesmo jornal, aqui.























Bom dia queridos amigos!
Eu sou fã do Saramago, antes do escritor, do ser humano posto em seus textos, entrevistas e depoimentos. Como ele simpatizo da idéia de uma sociedade sem a presença do Estado pra intermediar a relação entre todos nós. A respeito da revelação contida no livro de memórias sobre o engajamento às hostes salazaristas,ainda não li, lerei.Dando uma olha à retaguarda vejo posições assumidas por mim que hoje não vejo com bons olhos, nada desabonador e que me afunde a queimar nas profundezas do inferno, as tenho e com elas convivo e delas retirei um pedaço do que seu.Acho que todos estamos em constante mudança e reavaliando nossos principios, ou não. O que importa e merece destaque é o que somos neste tempo,o agora. Claro, não apagar e nem esquecer o passado, o velho chavão, aprender e avançar com ele.Abraços.