Para quem ainda não viu, o Sérgio Rodrigues, do blog Todoprosa, publicou uma nota sobre um projeto chamado “Amores Expressos”. Daí a caixa de comentários virou um auê. A maioria metendo o pau no projeto. Tem de tudo: gente gorando o projeto, dizendo que escritor que é escritor escreve sem essa de escrever por encomenda e com prazo marcado(como se não fosse um trabalho, uma visão deveras romântica!), gente reclamando da seleção, que tem autores que nunca publicaram um romance (e daí? não reclamam que as grandes editoras não dão chance aos novos?), gente reclamando da postura da editora, que se reserva ao direito de aproveitar somente o trabalho que quiser (como se o projeto fosse somente o de publicação de livros, quem leu direito a nota, viu que não é) e gente reclamando do dinheiro público que está no meio. E aqui é que está o ponto principal, que realmente deve ser discutido.
Se houvesse realmente tantas pessoas assim preocupadas com o erário da viúva, nosso país não seria esta pachorra que aí vemos. O que acontece é que a maioria se diz indignada com o tal projeto e se esquecem do principal: existe uma LEI que permite isso. Eu, você, todo mundo pode bolar um projeto, correr atrás de um incentivo através desta lei e colocar a coisa pra funcionar se o projeto for aprovado. A lei foi criada, como se cria qualquer lei neste país. É uma vergonha esta lei? Então vão lá em quem manda e reclamem. E-mails de deputados e senadores podem ser encontrados facilmente, basta uma pesquisa no Google. Mas, uma pergunta: quantos dos tais indignados ao menos leram a lei Rouanet?
Agora, o engraçado é essa mania tola de insultar pessoas (chamaram os escritores selecionados de ‘farristas’, como se os guardiães da moral e boa ordem, se recebessem um convite semelhante, fizessem algo diferente) sem nem ao menos avaliar os benefícios: existe uma grande editora realizando um grande projeto com a LITERATURA no centro, botando também dinheiro dela, tudo isso neste país!!! “Mas ela só está interessada no lucro”, pode você dizer. E daí? Não é o que busca qualquer empresa num regime capitalista? Mas o fato é que neste país é realmente muito difícil sobreviver de literatura, por vários motivos. O governo tem grande parte da responsabilidade, inclusive. Portanto, um incentivo fiscal que pode ajudar este setor cultural a se tornar um pouco menos horrível, já é algo bom. Não é perfeito, claro, mas já é muito melhor que nada.























Assim que li achei o projeto interessante, um evento pop na lieraura é algo emocionante para quem gosta de ler, conheço vários projetos na lei rouanet e sei como funciona, depois lendo os comentários considerei que as críticas era movidas sim por ressentimento, afinal, quem não gostaria de ser contratado por uma editora renomada para escrever, estar envolvido numprojeto que com certeza terá visibilidade e ainda viajar para isso. Porém, sinceramente, depois de ver a postura de alguns dos participantes do projeto sob ataque me deu uma preguiça enorme. Não fiquei mais com vontade de ler os livros produzidos por eles. O joca terron xingando como um moleque, o sérgio sant’anna dando porrada nas pessoas erradas, as jusificativas infantis do tipo é inveja!claro que é inveja, mas esse é um argumento de menino de quinta série, as vezes o silêncio tem mais dignidade.Deprimente, ficaram no mesmo nível dos ressentidos. Achei até que o mirisola, que escreve com os colhões, se deu melhor, por que afinal todo mundo ficou no nível dele, abaixo da cintura.
Na boa, Leandro, esses “Amores expressos” é o primeiro passo para a criação da Embralivros!
Bom, tenho lá as minhas ressalvas em relação ao projeto; mas concordo com o que disse. Só o fato de algo assim estar ocorrendo no Brasil já é de se espantar. E agradecer. Verdade que a princípio também achei estranho a participação de escritores sem livros publicados, mas você bem disse: todos vivem reclamando da editoras, que não dão chance aos novos. É tudo e basta.
“(como se não fosse um trabalho, uma visão deveras romântica!), ”
apóia um projeto bancado com dinheiro público para “inspirar” autores e solta essa.
que coerente, hein?
Felipe, as minhas opiniões sobre o projeto estão descritas no post. Convido-o a apresentar suas razões para não apoiar investimento público em projetos culturais. Daí, talvez eu possa entender o que você quer dizer com “coerente”.
Sim, as suas opiniões estão expressas no post.
E de onde é que eu tirei aquela citação, do meu rabo?
Veja bem, vc brinca, ironiza, que as pessoas acreditam que escrever não é um trabalho mas defende um projeto que tem como objetivo “inspirar” autores para escrever.
Você poderia ter defendido o projeto de vários jeitos. (É muito fácil enganar as pessoas quando você pode.)Mas, entre todas as alternativas, inventou logo uma última completamente contraditória.
Felipe, ou você é um ignorante ou está tentando ser uma criancinha malcriada que quer chamar atenção. Te convidei a explicar suas razões para criticar a idéia de financiamento público a um projeto cultural pessoal, mas você não o fez. Diz que é fácil enganar - insinuando que estou aqui enganando meus leitores -, mas também não diz o porquê. Francamente, pegue um brinquedinho e vá lá pro seu cantinho. Seu outro comentário foi deletado, porque você pode falar o que quiser - às vezes até me xingar - mas não aceito que mais ninguém seja insultado. Para isso, crie seu próprio blog.
Se não posso “xingar”(como vc entende, já que temos que concordar com qualquer opinião expressa aqui) ninguém, então não posso falar o que quiser. Que bela liberdade de expressão. Mas, de novo, eu entendo seus motivos.
Outra, quem está se fazendo de criancinha é você. Por partes.
Mostrou o projeto. Mostrou as críticas, e riu delas, dizendo que é uma visão romântica entender que escrever não é um trabalho, mas, não sei se você leu a nota do projeto a qual se refere, o projeto o qual vc apóia está aí para “inspirar” autores.
Se vc acha que é um trabalho como qualquer outro, pq precisam viajar pra se inspirar? Pior ainda, pq precisa ser com meu dinheiro?
Responda isso ou vamos ficar aqui, no cú da internet, até você acabar com esse blog como fez com o outro.
E, faltou fazer, sobre enganar, eu não disse que vc engana os outros (acho que não pareceu que me referi a vc, se entendeu isso, entendeu errado). Disse que é fácil enganar os outros.
Você pode xingar quem quiser no seu próprio blog, como eu disse anteriormente. Aqui quem manda sou eu. Isso aqui não é uma democracia, quando muito, uma ditadura esclarecida: eu dito as regra e quem quiser, utiliza a caixa de comentários.
Quanto ao projeto, os livros são apenas uma parte. Se você, que diz que leu sobre o projeto, percebeu, a viagem servirá para produzir um documentário. Seu dinheiro não tem nada a ver com isso. Uma pequena parte do projeto PODERÁ (isso não foi aprovado ainda) receber recursos públicos através de uma lei que foi votada como qualquer outra. Há problemas nessa lei, como já disse no post, no entanto, ela está aí e qualquer pessoa pode se beneficiar dela, basta que monte um projeto e convença os responsáveis de que este deve ser beneficiado. Se você é contra isso, sinto muito te informar, mas o cinema recebe recursos todo dia através de uma lei semelhante. Agora, a minha pergunta é, o que este projeto tem de diferente para não ser beneficiado?
Agora ficou mais claro.
Sim, a Petrobrás investe em qualquer banana que tenha visto Amelie e se ache um cineasta/roteirista e não costuma sair coisa boa( Cinema, Aspirinas… é bom, talvez o único)
AO que eu saiba as viagens já foram financiadas com dinheiro público.
Eu conheço a lei, e a apóio, o problema é que vira putaria pra nêgo preguiçoso se aproveitar ao invés de ‘incentivar cultura’ pelos critérios dos responsáveis que vc citou