Autobiografia de Günter Grass sai antecipadamente
“Grass admitiu pela primeira vez, na última sexta-feira, em entrevista publicada pelo jornal “Frankfurter Allgemeine Zeitung”, ter feito parte da Waffen-SS, o corpo de elite militar do regime nazista, pouco antes do final da 2.ª Guerra Mundial.”
Notícia do “Estadão”. Quem lê este blog a algum tempo sabe que eu nunca fui fã do Grass. Essa revelação parece só ter como objetivo fazer estourar as vendas de sua autobiografia. Mais um na sociedade do espetáculo.























Dele só li o “Passo de caranguejo”. Gostei muito, e por esse livro dá pra entender porque ele era considerado uma “autoridade moral” antes dessa revelação. Mas não considero a revelação um golpe publicitário: será que vale a pena jogar fora uma reputação como essa só para vender alguns livros a mais?
Depois de terminar a leitura de Der Ratin, cometi uma heresia que raramente me permito cometer: joguei-o na lata de lixo (poucas vezes pratiquei tal ato, visto nao ter ~plata~ para ter todos os livros que gostaria).
Quanto ao fato dele ter participado da famosa Policia Secreta Estatal (SS), o problema e dele, mas vir a publico agora em que escreve a sua “auto-biografia” e no minimo suspeito.