Devia ter uns onze anos quando resolvi apanhar um livro de Drummond numa biblioteca pública. Não gostava muito de poesia - até hoje são poucas as poesias que conseguem chamar minha atenção - e também não entendia nada de métricas e rimas - não mudou muito, até hoje não entendo muito - , mas Drummond me ensinou uma lição importante naquele livro. Drummond me mostrou que as palavras podem transmitir beleza, uma beleza que aparece se você posicioná-las do modo correto, próximas a outras que servirão como um holofote, que irá iluminá-las dum modo como você nunca tinha pensado ser possível. Não sei ao certo que livro foi, se não me engano “Sentimento do Mundo”, mas carrego esta lição comigo quando tento escrever um texto de ficção. Tento fazer evidenciar a beleza, por tentar escolher o lugar certo para cada palavra. Lembrei-me especialmente disso hoje, completados dezoito anos de sua morte.
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O meu poeta favorito é Fernando Pessoa (expecialmente Alberto Caeiro), mas o Drummond e o Quintana também emocionam.
E “Sentimento do Mundo” é um belíssimo poema, merecedor de placa em esquinas, praças, etc.
Um abraço.
Claudio, sou simplesmente atraído pelos sons que Drummond consegue produzir em seus textos, tal qual a abelha é atraída pelo mel. Ele fica sempre próximo para quando falta beleza ao meu redor.
gostei…e é mt interessante