
A Penguin disponibilizou seu catálogo de lançamentos dos primeiros meses de 2009 e está lá “Inherent Vice”, o novo livro de Thomas Pynchon, um dos mais importantes escritores americanos. A sinopse diz:
“It’s been awhile since Doc Sportello has seen his ex-girlfriend. Suddenly out of nowhere she shows up with a story about a plot to kidnap a billionaire land developer whom she just happens to be in love with. Easy for her to say. It’s the tail end of the psychedelic sixties in L.A., and Doc knows that “love” is another of those words going around at the moment, like “trip” or “groovy,” except that this one usually leads to trouble. Despite which he soon finds himself drawn into a bizarre tangle of motives and passions whose cast of characters includes surfers, hustlers, dopers and rockers, a murderous loan shark, a tenor sax player working undercover, an ex-con with a swastika tattoo and a fondness for Ethel Merman, and a mysterious entity known as the Golden Fang, which may only be a tax dodge set up by some dentists.
In this lively yarn, Thomas Pynchon, working in an unaccustomed genre, provides a classic illustration of the principle that if you can remember the sixties, you weren’t there . . . or . . . if you were there, then you . . . or, wait, is it . . .”
Lá é possível ler também um trecho do livro:
“She came along the alley and up the back steps the way she always used to. Doc hadn’t seen her for over a year. Nobody had. Back then it was always sandals, bottom half of a flower-print bikini, faded Country Joe and the Fish T-shirt. Tonight she was all in flatland gear, hair a lot shorter than he remembered, looking just like she swore she’d never look.
“That you, Shasta? The packaging fooled me there for a minute.”
“Need your help, Doc.”
They stood in the streetlight through the kitchen window there’d never been much point putting curtains over and listened to the thumping of the surf from down the hill. Some nights, when the wind was right, you could hear the surf all over town.
Nobody was saying much. What was this? “So! You know I have an office now? Just like a day job and everything?”
“I looked in the phone book, almost went over there. But then I thought, better for everybody if this looks like a secret rendezvous.”
OK, nothing romantic tonight. Bummer. But it might be a paying gig. “Somebody’s keeping a close eye?”
“Just spent an hour on surface streets trying to make it look good.”
“How about a beer?” He went to the fridge, pulled two cans out of the case he kept inside, handed one to Shasta.”
Para o Brasil, a Companhia das Letras ainda está trabalhando na tradução de Against the Day, seu livro mais recente lançado.
Para quem está em São Paulo, a dica de hoje é o lançamento do novo livro do Hatoum.

Acaba de sair uma nova edição de Molloy de Samuel Beckett, um escritor que considero fundamental, alguém que conseguiu registrar o pessimismo humano num texto absolutamente fabuloso. Em minha opinião o melhor da trilogia Molloy, Malone Morre e O Inominável. Se você não conhece absolutamente nada de Beckett, recomendo começar pelo teatro, com Esperando Godot. Se você leu e gostou, então leia Molloy.
Você gosta de literatura mas sente falta de uma aula rápida para entendê-la melhor? Saber aquelas coisinhas básicas sobre o que é um conto, uma novela, um romance, personagens e tudo mais? Mas nada daquela ladainha verborrágica e sim um bate-papo tranqüilo, leve. Que tal uma aula com Milton Hatoum, um dos principais escritores contemporâneos, três Jabutis, professor universitário de literatura? E o que é melhor: na sua casa, no dia e horário que você quiser? Pois a Cultura Marcas fez esse favor para todos nós e lançou três DVDs de um curso com Milton Hatoum chamado “A Construção do Romance”. Aliás, além desses DVDs existem vários outros cursos fantásticos, a cada um que assisto mais impressionado fico com a qualidade deles. Veja aqui:
A Construção do Romance 1: Gênero Literário/ Foco Narrativo
A Construção do Romance 2: O Tempo Narrativo/ Os Personagens
A Construção do Romance 3: Diálogos
Simplesmente imperdível.
“O Coração das Trevas” foi um livro que eu penei pra ler. Gosto do clima do livro, mas vez por outra tive que retornar num trecho para poder acompanhar a história. “Lord Jim” tentei ler duas vezes e ainda não consegui concluir a leitura. Fiquei entediado no meio do caminho. Agora, eis que em minhas mãos tenho “Nostromo”, reeditado em formato de bolso pela “Companhia de Bolso”. Todas as definições sobre um grande autor que conheço parecem simplistas. O ponto é que um grande autor pode nos desagradar quando avaliamos aspectos estéticos, mas, ao mesmo tempo e contraditoriamente, isso nos atrai, porque percebemos a grandiosidade no modo dele escrever. Conrad é assim.
A editora Globo começou a relançar uma das maiores obras de ficção do século XX, “Em Busca do Tempo Perdido” de Marcel Proust. Na capa dessa edição está estampada a audaciosa frase “Proust Definitivo”. Audaciosa principalmente porque não se trata de uma nova tradução, mas sim das traduções já clássicas de autores como Mario Quintana, Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade. Audaciosa também porque a pouco tempo a Ediouro lançou uma caixa belíssima com todos os sete tomos, divididos em três volumes, com uma excelente tradução de Fernando Py. Mas, apesar disso tudo, o termo “definitivo” realmente se justifica.
Em primeiro lugar, o formato dessa nova edição é melhor que a edição anterior da Globo. O tamanho do livro é maior e a diagramação facilita a leitura. No segundo volume, “À Sombra das Raparigas em Flor” onde os parágrafos são maiores e há longas descrições do passeio à Balbec, a diagramação torna a leitura ainda mais prazerosa. Quanto às capas, considero apenas corretas - Visualmente não chamou muito a minha atenção e pessoalmente, não gosto dessas orelhas maiores, embora isso esteja virando um padrão das edições de melhor qualidade gráfica.
Mas o que mais contribui para que o termo “definitivo” seja apropriado é, sem dúvida, o que o leitor encontra no interior da nova edição. A primeira coisa que fiz quando apanhei o volume foi folheá-lo lendo somente as notas existentes. Para quem já leu a obra, as notas dão um sabor especial, fazendo-nos reparar em detalhes que não tínhamos prestado muita atenção. No início do primeiro volume, “No Caminho de Swann”, existe também uma cronologia, que recria uma ‘época proustiana’ e que serve para preparar o leitor para o excelente texto que virá - preparação esta que inclui ainda os prefácios. E para terminar, os posfácios maravilhosos. O do segundo volume, de Rolf Renner, é esclarecedor ao falar de como Proust mescla comentários de diversas formas de arte - além da literatura, a música, a pintura e a escultura - em suas obras.
Por último, os dois volumes lançados até agora têm um preço muito atrativo, cerca de R$ 40 cada um. Somente “À Sombra das Raparigas em Flor” possui mais de 650 páginas e, numa comparação de preços com outras obras de outras editoras que possuem o mesmo número de páginas, o volume ganha disparado. Pelo visto, ler a nova edição de Proust tem tudo para encabeçar a lista de promessas para o próximo ano.

Por que ninguém avisou isso antes? É o box mais lindo que eu já vi!

Embora não poderei estar presente, recomendo enfaticamente. Quem conhece o blog da Olivia, sabe por quê. Vale a pena.
Ana Maria Gonçalves lançará no dia 12/05 seu livro “Um Defeito de Cor” na livraria Dom Quixote. Leia o que o Idelber escreveu sobre o livro aqui. Este lançamento não dá pra perder, né?

O ano é mesmo do teatro: a Cosac & Naify está relançando a obra-prima de Samuel Beckett, a peça “Esperando Godot”, numa nova tradução, de Fábio de Souza Andrade. Conforme já disse, não entendo praticamente nada de teatro, mas posso com orgulho dizer que tenho esta peça, daquela coleção da Abril de grandes dramaturgos. Seria a melhor peça que já li se o maldito Beckett não tivesse escrito também “Dias Felizes” e “Fim de Partida”, então fico na dúvida sobre qual delas é melhor. A edição está tão linda que vou ter que quebrar meu cartão de crédito para não comprá-la.