Debate sobre Blogs na Rede Minas

Categoria: Outros

Na terça-feira, às 19:00 horas, estarei participando do programa “Brasil das Gerais”, do canal Rede Minas, cujo tema será “A Explosão dos Blogs”. Os leitores mineiros do blog que quiserem prestigiar estão desde já convidados.


Breves Comentários

Categoria: Divulgação, Outros

O Palavra, do Le Monde Diplomatique, publicou minha resenha sobre o livro “A Estrada” de Cormac McCarthy (que aliás está em promoção no Submarino, então se você ainda não leu, clica no link e compra logo). Clique aqui para acessá-lo.

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A Copa de Literatura se aproxima da sua final. Não viu ainda? Então vai lá no site acompanhar, que os textos estão cada dia melhores.

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Alguém me falou que eu devia ‘profissionalizar’ meu blog, escrevendo regularmente com uma pauta delimitada para cada dia da semana, ou contatando jornais e revistas para publicar meus textos e deixar o blog apenas como forma de divulgação, assumindo de vez o rótulo de ‘crítico literário’. Afinal de contas, por que atualmente só se fala em ‘profissionalização’ de blogs? Por que essa obsessão das pessoas em assumir certos títulos, como se o argumento de alguém que se auto-denomina isso ou aquilo fosse válido apenas por seu caráter ‘profissional’?

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As perguntas acima foram escritas agora e talvez não dizem exatamente quais são minhas preocupações, de modo que estou pensando em ressuscitar o meu outro blog “O Escritor de Mentiras”, mas para ser blog-só-blog e não um meio para divulgar qualquer coisa. Tem hora que tenho vontade de escrever textos que não têm nenhuma relação com a literatura e tenho a maior preguiça de criar mais um blog para isso, correndo um sério risco do surto passar e eu matá-lo depois de uns meses, mas é que agora eu realmente preciso escrever um monte de coisas sobre o que eu penso de mais um monte de coisas.

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Sim, divago e não estou bem hoje. Também desconsidere o ‘breves’ aí do título.


Fora de Área por Enquanto

Categoria: Outros

Algo ruim escrever para dizer que não está escrevendo, mas é que realmente estou com compromissos que têm me impedido de postar com regularidade e peço desculpas a todos. Ainda esta semana espero conseguir escrever o que anda atrasado. Por enquanto um achado que serve como um pequeno presente para quem passa por aqui:

“Pois que toda a literatura é uma longa carta a um interlocutor invisível, presente, possível ou futura paixão que liquidamos, alimentamos ou procuramos. E já foi dito que não interessa tanto o objecto, apenas pretexto, mas antes a paixão; e eu acrescento que não interessa tanto a paixão, apenas pretexto, mas antes o seu exercício.”Novas Cartas Portuguesas - Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa


Uma Conversa

Categoria: Outros

Eu: É, mas ele escreveu um clássico da literatura brasileira.
Ela: Vai ter Fla-Flu hoje. Quer apostar como vão anunciar que é um ‘clássico’?


Fim de Mais um Bloomsday dos Blogs

Categoria: Outros

Gostaria de registrar aqui meus agradecimentos a todos vocês blogueiros e internautas que participaram desse maravilhoso Bloom-BlogsDay. Pelo número de visitas desse ano, parece que esse vai se tornar um evento obrigatório de literatura pela internet. Ótimos comentários, ótimos textos, pessoas sensacionais que passaram por aqui e que deixaram seu registro de amor pela literatura. Uma paixão que merece ser disseminada. Obrigado a todos!

Um pouco atrasado, mas quem ainda não leu, vá até o blog da lulu e vejam o registro que ela fez do Bloomsday.


Sobre a Minissérie "A Pedra do Reino"

Categoria: Outros

Assisti ontem ao primeiro episódio da série “A Pedra do Reino” adaptação da obra-prima de Ariano Suassuna feita pela rede Globo. Não gostei. A sensação é que quiseram aproveitar o sucesso de “Hoje é Dia de Maria” - que foi uma série surpreendente, com figurino e maquiagem de uma qualidade nunca vista na televisão brasileira - e fazer algo com a mesma cara. O início foi confuso - tentaram apresentar o maior número possível de personagens num bloco apenas - e quando a história começou a ser contada tal qual o livro, perdeu o que tem de melhor, o humor. Para quem leu o livro, a cena da caçada, onde Quaderna mata uma onça por engano é hilária. Na série, ficou patética de tão sem graça, com um Quaderna caricato, caminhando como um palhaço de circo. Enfim, a sensação é de que priorizaram o espetáculo visual e se esqueceram que o mais importante é contar a excelente história de Suassuna.

UPDATE:

Segundo matéria do Estadão, parece que não sou o único a achar que a história está sendo contada de modo confuso. No Ibope, a Globo perdeu até para (sic) Tomb Raider.


Parada

Categoria: Outros

Olá a todos, estou afastado deste blog por recomendação médica. Tive que fazer uma pequena cirurgia no braço direito e devo voltar em quinze dias (apesar disso de vez em quando eu passo aqui pra ler os comentários). Enquanto isso podem navegar pelos arquivos aí ao lado.


Eu Admito

Também sou um louco lunático que coloca um livro hermético de 1120 páginas na minha wish list. Não tenho dinheiro, mas não custa sonhar né? Pois é, o novo Pynchon já está a venda e eu não o trocaria por nenhuma torradeira.

Pronto, falei.


Novamente o Salão do Livro de BH 2006

Categoria: Outros

O que mais me chamou atenção no Salão do Livro foi realmente perceber que a literatura argentina ainda é bastante desconhecida por aqui (ainda falarei mais sobre o assunto neste blog). Conforme disse no post anterior, a primeira palestra do Martín Kohan estava vazia, apesar do escritor ser ótimo e de provar isso lá. Pois bem, voltei no dia seguinte onde Kohan estaria na mesa-redonda junto com Paloma Vidal. Antes, porém, fui ouvir João Gilberto Noll falar de sua obra, um escritor que não gosto muito, mas que é bastante elogiado pela crítica.

Pois bem, Noll falava sobre sua literatura, que possui algo chamado de “movimento bipolar forte”, onde a “ausência é tão importante quanto o que se apresenta” e, a certa altura, o entrevistador perguntou sobre como ele lidava com as críticas positivas, se estas serviriam para aplainar sua radicalidade. Bem, pensei, por que não falar das críticas negativas, que é algo muito mais interessante? Não resisti e depois da palestra perguntei ao autor. Apesar de dizer que realmente não liga, lembrei-lhe dum caso sobre uma crítica bastante negativa do livro “Lorde”. A explicação dada é que ele voltava de Londres, passava um momento difícil e por isso reagiu realmente de modo muito forte, mas que não se devia a crítica em si, mas ao momento. Ok. Noll falou ainda sobre seu novo livro de contos, que se chamará segundo ele “A Máquina de Ser”. Falou do seu propósito de escrever uma tetralogia (que segundo ele tem como primeira obra o já lançado “Berkeley em Belaggio“).

De lá até a mesa, foi uma história que merece um livro. Imaginando que haveria apenas algumas pessoas, qual não foi minha surpresa ao observar um número absurdo de pessoas tentando um lugar no evento. O tema da mesa era “A criação literária no período da repressão política”. Paloma Vidal começou lendo um texto, onde falava sobre o Colectivo de Acciones De Arte (CADA), um grupo artístico que procurou levar a arte aos espaços públicos, e a escritora Diamela Eltit. Depois Martin Kohan falou de suas experiências com a ditadura na Argentina. Falou de três períodos: o primeiro da ditadura em si (1976 a 1983), o segundo, o período imediatamente posterior, onde os textos literários explicitamente procuravam confrontar a ditadura, e o último, o período mais recente, quando a ficção quer apenas sugerir o período da ditadura, realçando assim o clima misto de paranóia e torpeza existente então.

Conforme disse no início, pude perceber que a literatura argentina é praticamente desconhecida por aqui. No fim da mesa, a maioria das perguntas foi dirigida ao escritor argentino, mas tratando apenas dos aspectos da repressão da ditadura, não da literatura em si. Uma pena, pois ambas as apresentações poderiam ter gerado discussões excelentes sobre literatura. Após a mesa, pude conversar brevemente com a Paloma sobre a literatura chilena contemporânea, o movimento McOndo que procura desfazer o estereótipo de que América do Sul é sinônimo de realismo fantástico.


O Que Dizem Por Aí é o Que eu Digo Aqui

Categoria: Outros

“Daniel Galera não retira os pontos e parágrafos do seu texto e também não começa frases com letras minúsculas, todos ingredientes vistos ultimamente como “inovações formais” de resultado bastante duvidoso.”

André Luis Mansur, no caderno Prosa e Verso do jornal “O Globo” (leia aqui) sobre o novo livro do Galera.

“Parágrafos que começam sem a primeira letra maiúscula, paredes de texto inteiras sem qualquer pontuação, frases emendadas umas às outras, enfim, textos que dão uma impressão de que o autor está resmungando do outro lado: “O texto é meu e faço dele o que eu quero”.”

Texto que escrevi no ano passado (clique aqui para lê-lo), criticando esta mania terrível da modernidade de violar a linguagem sem nenhum objetivo. Parece que não sou apenas eu que vejo isso. Que bom.

Aliás, eu quero o novo livro do Galera.


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