Paulo Coelho prepara invasão aos EUA.
“I am not in the United States what I am in France or Spain or Germany,” he said in a long conversation in the all-glass dining room that reaches into the garden of his comfortable but simple home in the Pyrenees Mountains. “I have never broken the barrier of the press. In the United States, I am a great success, but I am not a celebrity.”
“I never say I am a guru,” he insisted. “That person does not exist. Readers only want to know if I have the same question as they have. But if I gave an answer, they’d soon see it was false. Many readers send me e-mails saying their lives have changed. But I didn’t change those people. Everything was ready. Perhaps the book changed them.”
Esoterismo e auto-ajuda literária para as massas. Ah! marketing, sobretudo marketing.























Cantem comigo:
“Os alquimistas estão chegaaando,
estão chegando os alquimistas”
“I never say I’m a guru” …É muito cinismo.
Em um antigo programa de entrevistas transmitido pela Band e apresentado pela Bruna Lombardi, ele referiu-se a seus discípulos e afirmou claramente ser capaz de fazer ventar e tornar-se invisivel.
Quando ele disse há aguns meses em entrevista à Veja que não era um bruxo, choveram cartas de leitores que sentiram-se traídos por isto.
É duro ver Paulo Coelho como principal nome da literatura brasileira no exterior.
Leandro: hoje você é notícia lá no Armazém de Idéias. Foste selecionado como blógue da semana pela crítica assaz perspicaz, tenaz, sagaz, mordaz e capaz de nossa Comissão Editorial.
Parabéns e continue com seu ótimo trabalho de divulgação da literatura brasileira. Continuarei de olho. Fraterno abraço.
Muito obrigado pela divulgação e pelos elogios Rafael!!! E aos leitores do Armazém de Idéias, sejam todos bem-vindos.
Marketing é o menos importante no caso do PC. Se fosse apenas marketing, seria fácil criar inúmeros Paulo Coelho - coisa que as editoras adorariam. Mas não é assim tão simples.
É bom também lembrar que ele virou um fenômeno de vendas quando publicava por uma editora minúscula (chamada Eco), sem nenhum apoio de marketing.
E o que seria então? Qualidade? Desculpe-me mas não pode ser. Uma análise mais séria é incapaz de sustentar essa hipótese.
Parece-me que Paulo Coelho conseguiu achar um bom nicho de mercado: misturou esoterismo e auto-ajuda nos seus textos de ficção. Para os que acreditam em poderes mágicos do além, ele se tornou a figura ‘intelectual’ de divulgação da idéia. Para os que precisavam levantar sua auto-estima, ele fez cócegas ‘intelectualizadas’. De uns tempos pra cá, o efeito tem ficado cada vez menos eficiente (já ouvi leitores fiéis de Paulo Coelho reclamarem que seus livros têm piorado), mas o sucesso do passado permite às editoras gastarem mais com marketing, tornando-o, apesar disso, interessante economicamente. Portanto, embora o marketing seja utilizado como uma muleta de vendas, sua utilização hoje é bem importante.
Os poucos trechos de entrevistas do PaCo q já li me lembram aquela cena de ‘Vida de Brian’ em q o Brian finge ser um profeta pra despistar os soldados romanos, e qdo estes passam ao largo, ele pára de falar. E é exatamente nesse ponto q seus poucos ouvintes ficam curiosos de saber o q ele ia dizer. Uma multidão se forma pra segui-lo, justamente porque ele não está dizendo nada.
“Não sou guru.” pfff