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	<title>Odisséia Literária: blog de livros e literatura</title>
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		<title>5 Anos</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Jan 2010 23:09:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leandro Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Outros]]></category>

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		<description><![CDATA[No dia 02 de janeiro de 2005 inaugurava o blog Odisséia Literária, hospedado no Blogspot com o endereço odisseia2005. A intenção era escrever durante o ano sobre livros e literatura e depois fechar o espaço. A ideia cresceu e hoje o Odisseia Literária (título agora sob o novo acordo ortográfico) é um dos principais endereços [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No dia 02 de janeiro de 2005 inaugurava o blog Odisséia Literária, hospedado no Blogspot com o endereço odisseia2005. A intenção era escrever durante o ano sobre livros e literatura e depois fechar o espaço. A ideia cresceu e hoje o Odisseia Literária (título agora sob o novo acordo ortográfico) é um dos principais endereços em língua portuguesa a discutir literatura. Agradeço à todos vocês leitores por esses cinco anos de agradável convivência. Espero que 2010 seja cheio de boas discussões. Tudo e um pouco mais.</p>
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		<title>Observações Sobre o Futuro da Literatura</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Nov 2009 13:05:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leandro Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pontos de Vista]]></category>

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Mais uma vez discute-se o fim da literatura. Parece que agora o homicida da vez atende pelo nome de livro eletrônico. Até pouco tempo atrás, dizia-se que a internet seria responsável por criar leitores preguiçosos que não teriam mais disposições de ler longos textos e com isso a literatura iria se extinguir. Pelo visto, o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>1</strong></p>
<p>Mais uma vez discute-se o fim da literatura. Parece que agora o homicida da vez atende pelo nome de livro eletrônico. Até pouco tempo atrás, dizia-se que a internet seria responsável por criar leitores preguiçosos que não teriam mais disposições de ler longos textos e com isso a literatura iria se extinguir. Pelo visto, o livro eletrônico soa como mais uma trombeta do apocalipse. Coincidentemente &#8211; ou talvez em consequência dessas previsões apocalípticas -, parece que para muitos críticos, o fim chegou primeiro aqui e a ideia de que &#8220;a grande literatura brasileira já não existe mais&#8221; tem alcançado cada vez mais adeptos. Sem querer entrar nessa discussão (a meu ver inútil), pergunto: diante de tal cenário, onde o escritor nacional contemporâneo se situaria para reafirmar a qualidade da literatura brasileira?</p>
<p style="text-align: center;"><strong>2</strong></p>
<p>O início do século XX inaugurou um novo modo de percepção do sujeito. A obra de Freud e, conseqüentemente, o desenvolvimento da psicanálise, bem como a representação da memória involuntária e fluxo de consciência em romances como os de Proust e Joyce, indicaram um caminho onde a identidade não mais estaria vinculada a um sujeito indiviso, mas cindido por elementos do inconsciente. Acostumemo-nos a isso, o leitor de hoje mudou. Sua consciência da dispersão é cada vez maior, apesar de ainda prevalecer a pedagogia da leitura de enredos e não de literatura.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>3</strong></p>
<p>Walter Benjamin afirmou que a arte de narrar torna-se pior quando se fundamenta na ideia de transmissão de uma experiência no sentido pleno. Arriscaria dizer inclusive que todos os nomes da literatura que admitiam partir de sua própria experiência para basear suas obras, valorizados por essa tradição autobiográfica, ludibriavam seus leitores. Seria a experiência assim tão nociva para compor a base da arte de narrar? Se sim, como reconhecer um caminho válido para se narrar no século XXI? A resposta as duas questões passa pelo mesmo caminho: a técnica. O desenvolvimento de uma eficiente técnica narrativa é o que permite ao escritor afastar-se da dimensão utilitarista da narrativa para organizar todo esse amontoado de matéria narrável do mundo globalizado. Citei o termo “eficiente” para qualificar o tipo de técnica narrável desejável ao escritor contemporâneo, mas em que sentido uma narrativa pode ser classificada como eficiente?</p>
<p style="text-align: center;"><strong>4</strong></p>
<p>O escritor contemporâneo está inserido num ambiente multifocal, com um leitor que é constantemente instigado a interpretar múltiplos signos em diferentes meios; mais do que isso, um leitor que se acostumou a receber e que agora, com o desenvolvimento da internet e suas redes sociais, a interagir com uma imensa quantidade de informações. Se quisermos que a literatura não morra – como já vaticinaram muitos, de diferentes modos e por diferentes razões – será preciso descobrir novos modos de arrancar o leitor de seu estado cada vez mais centrado na capacidade de receber e articular dados que chegam numa velocidade cada vez maior.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>5</strong></p>
<p>Se o leitor contemporâneo mudou, tornando-se mais disperso, e hoje o escritor rivaliza com uma série de outros meios que roubam a atenção dos que antes eram leitores de um número muito restrito de fontes – jornais e revistas, por exemplo – a questão é: como o escritor brasileiro encontrará caminhos para se fixar num mundo onde todos escrevem, onde uma multidão de vozes se anulam e não encontram ouvidos receptivos à mensagem literária, elemento fundamental num ambiente capitalista que atingiu sua maturidade?</p>
<p style="text-align: center;"><strong>6</strong></p>
<p>Não é mais possível uma história conter em si uma verdade, pois o mundo globalizado capitalista criou dentro de si comunidades heterogêneas onde uma verdade não faria nenhum sentido mesmo se direcionada ao mais homogêneo dos grupos, isso porque compartilhar as mesmas impressões sugeriria um esforço para buscar pessoas com uma série de pontos em comum, como experiências culturais e a capacidade de reuni-las de um mesmo modo ao interpretar um texto literário. Ao leitor cindido, ofereçamos uma literatura cindida.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>7</strong></p>
<p>É ainda possível fazer comungar o narrador e o leitor no ambiente literário contemporâneo? O domínio técnico da narrativa torna-se imprescindível para o estabelecimento de um jogo narrativo entre escritor e leitor. Tomo emprestado de Bernardo Carvalho a expressão “literatura como jogo” pois ela reflete uma preocupação de se buscar justamente esta comunhão entre escritor e leitor.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>8</strong></p>
<p>Ter como alvo construir uma obra aparentemente inacabada que se caracteriza por sua ramificação em múltiplos significados e que direciona comunidades heterogêneas por caminhos diferentes ao invés de uma obra plena, com sentidos e verdades determinadas, ou seja, cabe ao escritor do século XXI plantar placas que informam sobre direções que podem ser tomadas e não asfaltar veredas para o conforto do leitor. É preciso parar de indicar caminhos seguros e sim fazer o leitor se perder – como se perde num mundo populado por signos que devem ser interpretados a todo o momento – na profusão de caminhos que estão abertos, enfim, <em>problematizar nossas experiências</em>, essa talvez seja a direção a ser tomada para o desenvolvimento da arte de narrar na contemporaneidade.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>9</strong></p>
<p>Se o leitor transforma-se de forma cada vez mais rápida, buscando novos interesses em muito menos tempo, não faz mais sentido o escritor manter um foco unidirecional. A literatura contemporânea conta múltiplas histórias e torna leitor, leitores.</p>
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		<title>Egotrip</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 13:32:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leandro Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divulgação]]></category>

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		<description><![CDATA[Aos que estão com saudades das atualizações do blog, gostaria de lembrar da Copa de Literatura Brasileira. Estou ao lado de Beatriz Resende, Luís Augusto Fischer e Simone Campos como jurado na segunda fase da Copa. O meu duelo será entre Flores Azuis e O Ponto da Partida. Não deixem de conferir aqui.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aos que estão com saudades das atualizações do blog, gostaria de lembrar da Copa de Literatura Brasileira. Estou ao lado de Beatriz Resende, Luís Augusto Fischer e Simone Campos como jurado na segunda fase da Copa. O meu duelo será entre Flores Azuis e O Ponto da Partida. Não deixem de conferir <a href="http://copadeliteratura.com" target="new">aqui</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Luiz Ruffato e o Amores Expressos</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Sep 2009 20:15:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leandro Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>

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		<description><![CDATA[Conversei com o escritor mineiro Luiz Ruffato, que está lançando &#8220;Estive em Lisboa e Lembrei de Você&#8221;, terceiro título do projeto Amores Expressos. Ruffato é autor, dentre outros livros, de &#8220;Eles Eram Muitos Cavalos&#8221;, vencedor do Prêmio APCA de melhor romance de 2001 e Prêmio Machado de Assis de Narrativa, além de ter sido eleito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://odisseialiteraria.com/wp-content/uploads/2009/09/ruffato.jpg" alt="" align="left" />Conversei com o escritor mineiro Luiz Ruffato, que está lançando &#8220;Estive em Lisboa e Lembrei de Você&#8221;, terceiro título do projeto Amores Expressos. Ruffato é autor, dentre outros livros, de &#8220;Eles Eram Muitos Cavalos&#8221;, vencedor do Prêmio APCA de melhor romance de 2001 e Prêmio Machado de Assis de Narrativa, além de ter sido eleito pelo jornal Estado de Minas um dos 15 livros brasileiros mais importantes, publicados entre 1990 e 2005. Abaixo, cinco perguntas sobre o novo livro, sua obra e seu ponto de vista sobre a contemporaneidade:</p>
<p><strong>1 &#8211; Sobre &#8220;Estive em Lisboa e Lembrei de Você&#8221;, o título que está sendo lançado pelo Amores Expressos, você fala relativamente pouco em seu blog, montado para o projeto. Então, gostaria primeiramente saber como é o livro. O que há além da matemática &#8220;história de amor&#8221; + &#8220;Lisboa&#8221;?</strong></p>
<p>Na verdade, nunca tive blog. Na época do projeto, abriram um espaço virtual para cada escritor relatar suas experiências durante a viagem, mas, como não tinha nada de interessante para dizer, simplesmente não postei nada. Sou um escritor sem blog, sem facebook, sem orkut, sem twitter, sem celular, sem carro e sem relógio&#8230; &#8220;Estive em Lisboa e Lembrei de Você&#8221; é a história de um imigrante ilegal brasileiro que vai trabalhar em Lisboa e lá convive com suas limitações e frustrações. Como o foco do livro é o desenraizamento, a idéia do amor se desdobra em várias perspectivas, solidariedade entre os imigrantes, evocação da terra natal, amizade, etc.</p>
<p><strong>2 &#8211; Muitos dos escritores que participaram do Amores Expressos comentaram sobre alguns desafios que esse tipo de projeto exige. Você, ao contrário, parece lidar bem com o desafio de escrever dentro de um projeto &#8211; o Inferno Provisório é um projeto que, acredito, possui desafios similares de prazo, tempo de dedicação, etc. Como você consegue lidar com a pressão de um projeto? Não sente vontade de escrever um romance com um pouco mais de liberdade, sem data para terminar?</strong></p>
<p>Eu tenho toda a liberdade para escrever. Sou um escritor profissional, ou seja, há seis anos e meio vivo de literatura. E por isso sei lidar bastante bem com prazos. Eu escrevo todos os dias das sete ao meio-dia e meia. O projeto Inferno provisório, composto por cinco volumes, começou a ser gestado em 1997. Em 2002 assinei contrato com a editora Record e comecei a publicar os volumes em 2005. Até agora, foram lançados quatro livros &#8211; falta um pra completar o ciclo, que deverá ser lançado no segundo semestre do ano que vem. Ou seja, entre o contrato e o último volume, oito anos. E a única pressão que tenho são as contas para pagar no fim do mês. Dois outros livros nasceram de encomendas: &#8220;De Mim Já Nem se Lembra&#8221;, em 2007, pela Moderna, e agora este, pela Companhia das Letras. Todos eles são livros dos quais me orgulho muito. Claro, eu escolho os temas com que quero trabalhar. Nunca aceitaria encomendas cujo tema estivesse fora do meu horizonte de preocupações.</p>
<p><strong>3 &#8211; Ainda sobre a relação entre seu projeto pessoal Inferno Provisório e o projeto Amores Expressos, o espaço parece ser algo de fundamental importância nos dois. No Inferno Provisório a Zona da Mata é determinante e no Amores Expressos Lisboa foi imposta pela própria estrutura do projeto. É possível encontrar alguma aproximação entre cenários tão distintos? </strong></p>
<p>Eu sou um escritor monotemático. Meu tema é imigração, desterritorialização, perda de identidade em função do deslocamento espacial. Todos os meus livros tratam disso. O Serginho, personagem de &#8220;Estive em Lisboa e Lembrei de Você&#8221; viveu a vida inteira em Cataguases e provavelmente manteve contato, mesmo que de passagem, com os personagens do Inferno Provisório. É possível que a história de Serginho seja conhecida e comentada pelos personagens do Inferno Provisório&#8230; Portanto, o meu universo ficcional foi totalmente preservado.</p>
<p><strong>4 &#8211; Brasil e Portugal estão próximos historicamente e também em suas tradições literárias. Em relação ao amor creio que mais ainda, já que a literatura portuguesa tem como um de seus principais temas o amor paixão e o Brasil reflete muito essa tradição. Existe alguma preocupação em seu romance de trabalhar o tema do amor costurando algo dessas duas tradições?</strong></p>
<p>Não. &#8220;Estive em Lisboa e Lembrei de Você&#8221; não é um romance de amor. É uma história de imigração. O amor que aparece não é o amor convencional entre duas pessoas, mas amor pelo próximo, pelo outro, pelo diferente.</p>
<p><strong>5 &#8211; Por último, os dois primeiros romances do projeto me parece que tiveram boa acolhida pela crítica. Como você avalia o cenário literário contemporâneo? É possível dizer que a literatura brasileira contemporânea vive um bom momento?</strong></p>
<p>Não tenho dúvida de que estamos vivendo um dos melhores momentos da história da literatura brasileira, com uma enorme produção descentrada do eixo Rio-São Paulo, com autores das mais diferentes idades, concepções estéticas, temáticas e filosóficas, com a aposta das grandes editoras em nomes desconhecidos, com uma circulação imensa de informação. O que vai ficar de tudo isso? Não tenho a menor idéia. Mas com certeza ficará muita coisa. Esse é um momento de construção e de maravilhamento.</p>
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		<title>Escreve-se Demais Hoje em Dia?</title>
		<link>http://odisseialiteraria.com/2009/07/escreve-se-demais-hoje-em-dia/</link>
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		<pubDate>Thu, 16 Jul 2009 12:28:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leandro Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias & Links]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Chegam caixotes de livros pelo correio, chegam revistas literárias estrangeiras e eu pasmado: parece que não há quem não escreva neste mundo, romances sobre romances sobre romances, poesia, ensaio, biografia, contos, memória, o raio que o parta. E depois estudam-se uns aos outros, têm ideias, opinam, dissertam acerca de influências, presenças, ausências, ritmos, estruturas, aproximam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><em>&#8220;Chegam caixotes de livros pelo correio, chegam revistas literárias estrangeiras e eu pasmado: parece que não há quem não escreva neste mundo, romances sobre romances sobre romances, poesia, ensaio, biografia, contos, memória, o raio que o parta. E depois estudam-se uns aos outros, têm ideias, opinam, dissertam acerca de influências, presenças, ausências, ritmos, estruturas, aproximam nomes, afastam-nos, cagam postas, falam, compreendem, etiquetam, classificam, arrumam e tudo isto me dá um enjoo só comparável ao enjoo que me dão os jornais, não há quem não reflicta, não ache, não julgue, não decida, azedos, simpáticos, pretensiosos, analíticos, cultos, afirmativos, jocosos, o que tem esta tralha a ver com a vida, o que tem esta tralha a ver comigo, não me interessa, passem muito bem, adeuzinho e lá ficam eles a resmungar, a gesticular, a sussurrar, a medir. Não era assim que eu imaginava quando comecei, não me interessa, não quero. Interessam-me os meus amigos&#8221;</em></p></blockquote>
<p>António Lobo Antunes, em <a href="http://aeiou.visao.pt/cri-cri-cri-foguete=f516585" target="new">sua crônica na Revista Visão</a>.</p>
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		<title>Sincretismo Cultural e a Questão da Nacionalidade em Machado de Assis</title>
		<link>http://odisseialiteraria.com/2009/07/sincretismo-cultural-e-a-questao-da-nacionalidade-em-machado-de-assis/</link>
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		<pubDate>Wed, 15 Jul 2009 14:18:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leandro Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pontos de Vista]]></category>

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		<description><![CDATA[Minha contribuição para o Clube de Leituras do Biscoito Fino.
As discussões e opiniões sobre cultura revelam em suas fissuras elementos interessantes para um diálogo entre o que permeia o senso comum e como grandes autores num esforço consciente contribuíram para revelar os equívocos que esse pensamento apressado pode representar. Em particular, duas ideias foram de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Minha contribuição para o <a href="http://www.idelberavelar.com/archives/2009/07/machado_de_assis_e_a_musica_o_machete.php" target="new">Clube de Leituras do Biscoito Fino</a>.</em></p>
<p>As discussões e opiniões sobre cultura revelam em suas fissuras elementos interessantes para um diálogo entre o que permeia o senso comum e como grandes autores num esforço consciente contribuíram para revelar os equívocos que esse pensamento apressado pode representar. Em particular, duas ideias foram de algum modo se sedimentando à gênese do pensamento sobre cultura no país: primeiro, a definição de cultura a partir do continente europeu, sendo o Brasil, portanto, um lugar onde a &#8216;alta cultura&#8217; &#8211; a cultura relevante &#8211; seria importada com certo atraso, em muitos casos como uma cópia mal feita e, segundo, que movimentos emergentes de uma cultura classificada como popular representariam de modo depreciativo aspectos culturais da nação, sendo somente possível uma apresentação correta por meio da chamada cultura erudita. Assim, os definidores de uma cultural verdadeiramente nacional deveriam tomar como modelo aquilo que fosse eleito como indispensável pela estética erudita européia.</p>
<p>A análise dos contos “O Machete” e “Um Homem Célebre” de Machado de Assis revela aspectos da preocupação do escritor com a dependência cultural da literatura brasileira e seu ponto de vista sobre a busca de uma estética que poderia ser chamada nacional. É notável observar como os aspectos destacados pelo autor ainda são relevantes na discussão sobre cultura na contemporaneidade e como Machado de Assis consegue através de uma estética propriamente nacional revelar os equívocos nos pontos de vista apresentados anteriormente. No entanto, mesmo antes da publicação do conto, o autor revela sua preocupação com tais aspectos. No ensaio “Instinto de Nacionalidade”, de 1873, Machado de Assis reconheceu a necessidade de buscar a independência literária, não nas histórias e costumes indianos, mas nas condições e motivos históricos de uma nacionalidade literária. Machado diz:</p>
<blockquote><p><em>&#8220;O que se deve exigir do escritor antes de tudo, é certo sentimento íntimo, que o torne homem do seu tempo e do seu país, ainda quando trate de assuntos remotos no tempo e no espaço.&#8221; </em></p></blockquote>
<p>A questão, portanto, seria entender como um “homem do seu tempo e do seu país” se colocaria perante as idéias vigentes de dependência cultural e o conto dá mostras de que Machado lia nas entrelinhas e sabia onde estavam as dissonâncias do pensamento vigente. Sua preocupação é esboçada em “O Machete”, pela composição do personagem Inácio Ramos, que está dividido entre a rabeca, um instrumento tocado para ganhar dinheiro e o violoncelo, símbolo da erudição musical européia. O personagem tem muito em comum com o protagonista do conto “Um Homem Célebre”. Pestana também é um personagem dividido &#8211; se por um lado seu sucesso como compositor de polcas o torna orgulhoso, por outro, há uma angústia ressentida por não ter a capacidade de produzir uma peça clássica nos moldes dos grandes compositores europeus. Pestana não tem a liberdade de levar a sério suas fantasias e encarar com indiferença o cânone que por tantos séculos ditou os temas e as técnicas musicais:</p>
<blockquote><p><em>&#8220;Os demais retratos eram de compositores clássicos, Cimarosa, Mozart, Beethoven, Gluck, Bach, Schumann, e ainda uns três, alguns gravados, outros litografados, todos mal encaixilhados e de diferente tamanho, mas postos ali como santos de uma igreja. O piano era o altar; o evangelho da noite lá estava aberto: era uma sonata de Beethoven.&#8221; </em></p></blockquote>
<p>Ser Pestana um compositor de um gênero popular da época também é revelador. Conforme bem ressaltado por José Miguel Wisnik, “a ‘polca’ é um índice de modos de modernização à brasileira” . O sincretismo que culminará no maxixe representa a apropriação do gênero europeu e sua reformulação, pinçando-o com elementos da cultura brasileira. A ideia de que a Europa serviria de modelo hegemônico a ser contemplado e copiado não resiste ao sucesso do gênero dançante que cada vez mais passará a ser ouvido e sofrerá transformações, ao ponto de ter o samba – numa linha cronológica do desenvolvimento dos gêneros musicais – um expoente da cultura nacional que é apresentada internacionalmente como genuinamente brasileira.</p>
<p>Observando pontos de vista posteriores sobre o debate, fica claro que Machado de Assis expôs de maneira sublime a questão. Citando Silviano Santiago, por exemplo, o que se destaca é a concepção de cultura latina como algo que destrói sistematicamente os “conceitos de unidade e de pureza”.  Segundo Santiago, “o escritor latino-americano brinca com os signos de um outro escritor, de uma outra obra. As palavras do outro têm a particularidade de se apresentarem como objetos que fascinam seus olhos”.  Nesse sentido, fica evidente que Machado de Assis é um escritor que se insere no entre-lugar da cultura, “entre o sacrifício e o jogo, entre a prisão e a transgressão, entre a submissão ao código e a agressão, entre a obediência e a rebelião,&#8230;num lugar aparentemente vazio” realizando “o ritual antropofágico da literatura latino-americana.”</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Mais Fotos da Flip 2009</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Jul 2009 20:20:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leandro Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotos]]></category>

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		<description><![CDATA[






As edições especias para a Flip de piauí e Serrote







Beatriz Resende, Atiq Rahimi e Bernardo Carvalho







Com Gay Talese







Chico Buarque lendo um trecho de Leite Derramado







Milton Hatoum lendo um trecho de Órfãos do Eldorado







Mesa de autógrafos com Chico Buarque e Milton Hatoum







Francis e Olívia Hime







Arthur Dapieve e Alex Ross







Conti e Talese







Humberto Werneck e António Lobo Antunes







Lobo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<table style="width: auto;" border="0">
<tbody>
<tr>
<td><img src="http://lh4.ggpht.com/_tdUG93zb-Ho/Sk37ck_IusI/AAAAAAAAAC8/65wJEYX51Es/s400/DSC00906.JPG" border="0" alt="" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>As edições especias para a Flip de piauí e Serrote</p>
<table style="width: auto;" border="0">
<tbody>
<tr>
<td><img src="http://lh5.ggpht.com/_tdUG93zb-Ho/Sk5YGUqNU7I/AAAAAAAAAEg/MBnf4EMU5x8/s400/DSC01091.JPG" border="0" alt="" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Beatriz Resende, Atiq Rahimi e Bernardo Carvalho</p>
<table style="width: auto;" border="0">
<tbody>
<tr>
<td><img src="http://lh5.ggpht.com/_tdUG93zb-Ho/Sk5YMJtmnOI/AAAAAAAAAEo/B4f1UAXLCAs/s400/DSC01094.JPG" border="0" alt="" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Com Gay Talese</p>
<table style="width: auto;" border="0">
<tbody>
<tr>
<td><img src="http://lh6.ggpht.com/_tdUG93zb-Ho/SlIX2zmAXqI/AAAAAAAAAFk/3cms8nQ2QWE/s400/DSC01112.JP" border="0" alt="" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Chico Buarque lendo um trecho de Leite Derramado</p>
<table style="width: auto;" border="0">
<tbody>
<tr>
<td><img src="http://lh3.ggpht.com/_tdUG93zb-Ho/SlIX5BKsCDI/AAAAAAAAAFo/HIo6hZYtijk/s400/DSC01114.JPG" border="0" alt="" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Milton Hatoum lendo um trecho de Órfãos do Eldorado</p>
<table style="width: auto;" border="0">
<tbody>
<tr>
<td><img src="http://lh5.ggpht.com/_tdUG93zb-Ho/SlIX8pW8esI/AAAAAAAAAFw/-PNS5juXIII/s400/DSC01122.JPG" border="0" alt="" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Mesa de autógrafos com Chico Buarque e Milton Hatoum</p>
<table style="width: auto;" border="0">
<tbody>
<tr>
<td><img src="http://lh6.ggpht.com/_tdUG93zb-Ho/SlIX-QzONEI/AAAAAAAAAF0/_SAKhR4ePKc/s400/DSC01139.JPG" border="0" alt="" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Francis e Olívia Hime</p>
<table style="width: auto;" border="0">
<tbody>
<tr>
<td><img src="http://lh3.ggpht.com/_tdUG93zb-Ho/SlIYATM3OpI/AAAAAAAAAF4/Org1NEdGr4w/s400/DSC01142.JPG" border="0" alt="" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Arthur Dapieve e Alex Ross</p>
<table style="width: auto;" border="0">
<tbody>
<tr>
<td><img src="http://lh6.ggpht.com/_tdUG93zb-Ho/SlIYFUXyOHI/AAAAAAAAAGE/5GzsBRsuHf8/s400/DSC01151.JPG" border="0" alt="" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Conti e Talese</p>
<table style="width: auto;" border="0">
<tbody>
<tr>
<td><img src="http://lh3.ggpht.com/_tdUG93zb-Ho/SlIYJM6oavI/AAAAAAAAAGQ/f5ao3W4ZFzY/s400/DSC01157.JPG" border="0" alt="" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Humberto Werneck e António Lobo Antunes</p>
<table style="width: auto;" border="0">
<tbody>
<tr>
<td><img src="http://lh3.ggpht.com/_tdUG93zb-Ho/SlIYQPSQQ6I/AAAAAAAAAGk/3hrrVTn3ZwQ/s400/DSC01172.JPG" border="0" alt="" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Lobo Antunes autografa Meu Nome é Legião</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Daniel Piza e a Depreciação do Contemporâneo</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Jul 2009 20:28:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leandro Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pontos de Vista]]></category>

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		<description><![CDATA[Por causa do post anterior, cheguei a este texto recente de Daniel Piza e confesso que fiquei desanimado. O trecho que mais me chamou atenção foi esse:
&#8220;Como se vê também em antologias de autores contemporâneos, a exemplo do Dicionário Amoroso da Língua Portuguesa ou do número 4 da revista Granta, para não falar de alguns [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por causa do post anterior, cheguei a <a href="http://blog.estadao.com.br/blog/piza/?title=letras_e_listas&amp;more=1&amp;c=1&amp;tb=1&amp;pb=1" target="new">este texto recente</a> de Daniel Piza e confesso que fiquei desanimado. O trecho que mais me chamou atenção foi esse:</p>
<blockquote><p><em>&#8220;Como se vê também em antologias de autores contemporâneos, a exemplo do Dicionário Amoroso da Língua Portuguesa ou do número 4 da revista Granta, para não falar de alguns romances que tenho lido, a ficção nacional sempre soa como uma espécie de memória disfarçada, uma crônica rarefeita e emotiva, parasitária de alguma influência mal digerida. Os personagens nunca deixam de ser autobiográficos; o estilo sempre está a reboque de outro. Não se explora a língua nem em seu potencial de pensamento nem de percepção.&#8221;</em></p></blockquote>
<p>O espírito presente aqui é exatamente aquele que critico, o de louvor ao cânone e o de desalento em relação ao que está sendo escrito no presente. Textos como esse prestam um desserviço pelo poder de alcance que a opinião de Piza tem sobre aqueles que o lêem. Representam mais uma peça no museu das grandes novidades do que se fala da literatura pelos jornais brasileiros. Respondo, perguntando: afinal de contas, que valor tem um crítico que elogia o cânone? Para que repetir a mesma ladainha de que o que se produz hoje não se compara a Machado de Assis e Guimarães Rosa? Se &#8220;o problema mais básico da crítica brasileira&#8221; para Daniel Piza é &#8220;o medo de desagradar à patota&#8221;, então a situação é mais feia do que eu pensava. Platão expulsou o poeta da sua República e Piza não se dá ao trabalho nem ao menos de reparar nele. É só um &#8216;viva o cânone&#8217; e a unanimidade do já-dito.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A Depreciação do Contemporâneo ou De Como Sobrevive o Senso Comum</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Jul 2009 14:56:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leandro Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pontos de Vista]]></category>

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		<description><![CDATA[Recebi um e-mail recentemente onde uma leitora do blog, dentre outras coisas, diz o seguinte:
&#8220;O que mais me impressiona é a falta de senso crítico dos literatos brasileiros. A literatura atualmente produzida é de péssima qualidade.&#8221; 
Não perguntei o quê especificamente ela havia lido, mas quero supor que uma opinião assim tão contundente foi expressa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recebi um e-mail recentemente onde uma leitora do blog, dentre outras coisas, diz o seguinte:</p>
<blockquote><p><em>&#8220;O que mais me impressiona é a falta de senso crítico dos literatos brasileiros. A literatura atualmente produzida é de péssima qualidade.&#8221; </em></p></blockquote>
<p>Não perguntei o quê especificamente ela havia lido, mas quero supor que uma opinião assim tão contundente foi expressa por alguém que tenha conhecimento do que se produz atualmente pela literatura brasileira. Com isso em mente, respondo que o juízo &#8220;péssima qualidade&#8221; é resultado de incompreensão. Digam o que quiserem, mas com a variedade de autores e a variedade de recursos técnicos utilizados por esses, creio ser impossível colocar tudo num mesmo balaio e apor um rótulo assim tão incisivo. Embutido ao rótulo, parece vir um conselho: não leiam os contemporâneos! (assim mesmo, com ponto de exclamação no final e tudo)</p>
<p>O que chama minha atenção também é que, ligado a essa depreciação da produção literária contemporânea está um sintoma de maior gravidade, o conservadorismo como é encarada a literatura. Porque está também embutida nessa afirmação a idéia de que a literatura brasileira que se fez no passado é a que deve ser lida e analisada. &#8220;O senso crítico dos literatos brasileiros&#8221; tem de ser pautado somente por isso. E o passado pintado pelas cores do presente é quase sempre reconfortante. Valores foram postos em xeque por obras literárias e depois assimilados à medida que o tempo passou, dum modo que podemos olhar todas as inovações técnicas dos escritores como algo deslumbrante e por vezes até natural. Elogiar o elogiável é uma posição muito confortável, afinal, que perigo há em se juntar a multidão para dizer que relevante mesmo é Machado de Assis, Graciliano Ramos ou Guimarães Rosa?</p>
<p>Escapa, porém, a essa leitura um detalhe: existem mudanças que estão ocorrendo nesse exato momento e são essas mudanças que influenciam ou influenciarão nosso modo de ver a literatura. É papel do crítico, então, tentar mapear esse tumultuado cenário, avaliar a relevância disso tudo e imaginar o impacto que poderão ter sobre a cultura. Mais importante que os erros ou acertos que virão, está o descortinamento de nosso tempo, de pontos de vista que estão abaixo da superfície, que somente se realizam através do debate, da tentativa de compreensão. É por isso que gosto tanto de projetos como a <a href="http://copadeliteratura.com/" target="new">Copa de Literatura</a> ou outras formas de falar de obras contemporâneas. Falta de senso crítico seria fugir ao debate.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A Flip 2009 em Fotos</title>
		<link>http://odisseialiteraria.com/2009/07/a-flip-2009-em-fotos/</link>
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		<pubDate>Fri, 03 Jul 2009 00:19:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leandro Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotos]]></category>

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		<description><![CDATA[




De Homenagem a Manuel Bandeira








De Abertura da Flip








De Com Milton Hatoum








De Davi Arrigucci Jr.








De Liz Calder








De Adriana Calcanhoto lendo Bandeira








De Flipinha








De Entre livros








De Em frente a Pousada da Marquesa (será o João Gilberto Noll ao fundo?)


]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<table style="width:auto;">
<tr>
<td><a href="http://picasaweb.google.com/lh/photo/L-xwdylGby9U2GiA077pmA?feat=embedwebsite"><img src="http://lh5.ggpht.com/_tdUG93zb-Ho/Sk1K8lv9C5I/AAAAAAAAAB4/i8OZOIVU7rY/s400/DSC01004.JPG" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="font-family:arial,sans-serif; font-size:11px; text-align:right">De <a href="http://picasaweb.google.com/odisseialiteraria/Flip?feat=embedwebsite">Homenagem a Manuel Bandeira</a></td>
</tr>
</table>
<p></p>
<table style="width:auto;">
<tr>
<td><a href="http://picasaweb.google.com/lh/photo/xU1naKrT0zaNgN76ZR1_Rg?feat=embedwebsite"><img src="http://lh5.ggpht.com/_tdUG93zb-Ho/Sk1K_sMRkGI/AAAAAAAAAB8/K08FweLf-zU/s400/DSC01009.JPG" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="font-family:arial,sans-serif; font-size:11px; text-align:right">De <a href="http://picasaweb.google.com/odisseialiteraria/Flip?feat=embedwebsite">Abertura da Flip</a></td>
</tr>
</table>
<p></p>
<table style="width:auto;">
<tr>
<td><a href="http://picasaweb.google.com/lh/photo/56dQrcrjRoa-hopdw7Hpag?feat=embedwebsite"><img src="http://lh6.ggpht.com/_tdUG93zb-Ho/Sk1LLdk_f3I/AAAAAAAAACE/nq42hdwO6jc/s400/DSC01017.JPG" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="font-family:arial,sans-serif; font-size:11px; text-align:right">De <a href="http://picasaweb.google.com/odisseialiteraria/Flip?feat=embedwebsite">Com Milton Hatoum</a></td>
</tr>
</table>
<p></p>
<table style="width:auto;">
<tr>
<td><a href="http://picasaweb.google.com/lh/photo/c17NTlvCII_gzOQ0B7NWUQ?feat=embedwebsite"><img src="http://lh4.ggpht.com/_tdUG93zb-Ho/Sk1LP6iHy_I/AAAAAAAAACI/INTwHvuuHds/s400/DSC01020.JPG" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="font-family:arial,sans-serif; font-size:11px; text-align:right">De <a href="http://picasaweb.google.com/odisseialiteraria/Flip?feat=embedwebsite">Davi Arrigucci Jr.</a></td>
</tr>
</table>
<p><Br></p>
<table style="width:auto;">
<tr>
<td><a href="http://picasaweb.google.com/lh/photo/uYzycEDQ_2mhk15PJ4ROvw?feat=embedwebsite"><img src="http://lh5.ggpht.com/_tdUG93zb-Ho/Sk1LrOvT95I/AAAAAAAAACQ/lGwe6ptaOMo/s400/DSC01037.JPG" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="font-family:arial,sans-serif; font-size:11px; text-align:right">De <a href="http://picasaweb.google.com/odisseialiteraria/Flip?feat=embedwebsite">Liz Calder</a></td>
</tr>
</table>
<p><BR></p>
<table style="width:auto;">
<tr>
<td><a href="http://picasaweb.google.com/lh/photo/gj1dw1JB3Iqlti50LBZD1A?feat=embedwebsite"><img src="http://lh5.ggpht.com/_tdUG93zb-Ho/Sk1LvKlLGlI/AAAAAAAAACU/bqxJLmcpxZc/s400/DSC01040.JPG" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="font-family:arial,sans-serif; font-size:11px; text-align:right">De <a href="http://picasaweb.google.com/odisseialiteraria/Flip?feat=embedwebsite">Adriana Calcanhoto lendo Bandeira</a></td>
</tr>
</table>
<p><BR></p>
<table style="width:auto;">
<tr>
<td><a href="http://picasaweb.google.com/lh/photo/TFd4FVF0co4lgrmXY2rVPQ?feat=embedwebsite"><img src="http://lh4.ggpht.com/_tdUG93zb-Ho/Sk1L0A_azZI/AAAAAAAAACY/StFKe4kk-qA/s400/DSC01063.JPG" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="font-family:arial,sans-serif; font-size:11px; text-align:right">De <a href="http://picasaweb.google.com/odisseialiteraria/Flip?feat=embedwebsite">Flipinha</a></td>
</tr>
</table>
<p><BR></p>
<table style="width:auto;">
<tr>
<td><a href="http://picasaweb.google.com/lh/photo/0SuSmZ0FBGc9qv45c-sVyg?feat=embedwebsite"><img src="http://lh6.ggpht.com/_tdUG93zb-Ho/Sk1L4VvHVeI/AAAAAAAAACc/UNQAxYaF-Kg/s400/DSC01074.JPG" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="font-family:arial,sans-serif; font-size:11px; text-align:right">De <a href="http://picasaweb.google.com/odisseialiteraria/Flip?feat=embedwebsite">Entre livros</a></td>
</tr>
</table>
<p><BR></p>
<table style="width:auto;">
<tr>
<td><a href="http://picasaweb.google.com/lh/photo/k0hR4em93dpoz8ZH6kn09A?feat=embedwebsite"><img src="http://lh6.ggpht.com/_tdUG93zb-Ho/Sk1MAGjM0PI/AAAAAAAAACg/6sMXsp8yi4k/s400/DSC01081.JPG" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="font-family:arial,sans-serif; font-size:11px; text-align:right">De <a href="http://picasaweb.google.com/odisseialiteraria/Flip?feat=embedwebsite">Em frente a Pousada da Marquesa (será o João Gilberto Noll ao fundo?)</a></td>
</tr>
</table>
]]></content:encoded>
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