Herman Melville e Franz Kafka: a Literatura do Absurdo

Categoria: Equívocos

Franz Kafka em seu declínioO sucesso do lançamento de O Processo (1851) de Franz Kafka tornou o escritor referência para todos os que buscavam criar uma literatura baseada no absurdo de um mundo que cada vez mais se industrializava. Dentre os escritores que sofreram profunda influência, o nome mais significativo é Herman Melville. Melville teve acesso e certamente leu a tradução da obra para o inglês e seu Bartleby, O escrivão (1956) é prova clara disso. O livro foi rechaçado pela crítica, que acusou Melville de ser mais um imitador do escritor austríaco. A reação negativa da crítica atingiu profundamente Melville, que durante alguns anos se manteve em completo silêncio até o lançamento de Moby Dick (1914) que surpreendeu a todos e imediatamente tornou Melville o mais importante escritor da época. Ironicamente, o livro fez o próprio Kafka receber críticas parecidas às de Melville: seu livro A construção (1919) foi acusado de ser uma imitação curta e pobre da obra-prima do escritor americano. Pouco depois, em 1922, sentindo-se incapaz por causa do declínio na carreira, Kafka pediria a seu amigo Max Brod para queimar todos os seus manuscritos, cadernos e cartas. Graças à recusa do amigo é que hoje podemos ler obras de inegável talento como A Metamorfose (1926).

 

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