Só aposto em obviedades.
Gostaria muito que Thomas Pynchon levasse o Nobel, mas como é quase certo que ele não aparecerá na festa, a Academia Sueca deve sempre desconsiderá-lo. Dentre os eternos favoritos, os que mais gosto são Philip Roth e Antonio Tabucchi. Em português, António Lobo Antunes e Herberto Helder, mas o segundo também deve ser sempre desconsiderado pelo mesmo motivo que Pynchon. No Brasil, meu voto é sempre da Nélida Piñon.
Uma característica da Academia sueca: obviedades não costumam receber o prêmio.
Nunca li Doris Lessing. Daquelas escritoras que sempre ouvimos falar mas nunca encontramos um livro que chamasse atenção. The Golden Notebook é sempre citado, passou várias vezes pela minha mão, mas nunca ganhou minha atenção. Aqui em Belo Horizonte, alguns de seus livros estavam em saldão numa livraria por R$10. Não consegui comprar nenhum, todos pareciam ruins.
Outro ponto a ser lembrado é que o prestígio da prêmio é algo muito relativo. Muitos escritores que o receberam simplesmente desapareceram, ninguém sabe nada sobre eles. Quanto às vendas, alguns nem com o prêmio conseguiram sair do ostracismo. Aqui no Brasil, o exemplo mais claro é de Elfriede Jelinek, premiada em 2004.
Portanto, não tenho nada a dizer sobre o prêmio desse ano.























Li meio conto da Elfriede Jelinek… é uma coisa hedionda…
Leandro.
Escrevi alguma coisa sobre o Nobel em geral e também sobre D. Lessing aqui:
http://www.verbeat.org/blogs/miltonribeiro/arquivos/2007/10/o_nobel_de_dori.html
E, bem, Elfriede Jelinek é boa escritora sim.
Abraço.
Leandro,
Interessante também é a relação dos que NÃO ganharam o Nobel, a começar pelo Borges.
Quando era jovem me fascinava ganhar um Nobel… podia ser da Paz ou de Literatura… vá lá, até de Economia…rs.
Hoje vejo que, principalmente o de Literatura, é algo interessante, mas não significa tudo isso.
Ou então meu lado adulto, sentindo a enorme possibilidade de nunca eu sequer passar perto do sonho antigo, criou esse discurso para poupar meu Ego de mais uma decepção.